Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Parece-me que...

por Nuno Saraiva, em 15.03.09
O auditor interno da EDP fez uma tempestade num copo de água. Nem sei se o motivo em causa, ou seja a sua discordância (considerar determinado ganho resultado ou aumentos de capitais), é razão suficiente para a demissão de um auditor, quando o Comité de Auditoria, já aceitou a contabilização.

A função do auditor é fazer o relato sobre o que acha incorrecto (não só das contas, mas também de políticas e procedimentos), do administrador é ser o responsável pelas contas, do contabilista é garantir a regularidade técnica das contas e o comité de auditoria existe para defender os interesses dos sócios.

Há por isso, no meu entender, algum exagero na posição do auditor interno e nas suas declarações incendiárias, falando em manipulação de lucros.

O facto em questão é o reconhecimento das mais valias que a EDP teve ao vender parte da EDP Renováveis ao público. A EDP reconheceu como lucros, Vítor Franco acha que deveria ser ajustado directamente nos capitais.

A grande questão, é que fazendo da forma que Vítor Franco sugere, a EDP poupava uns "trocos" em prémios, que eventualmente serão pagos com base no lucro.

De anotar ainda, o facto desta decisão, não ter qualquer impacto fiscal, dado serem acções que a EDP detinha há mais de uma ano.

publicado às 19:08


Contabilidade, para que serve?

por Nuno Saraiva, em 25.01.09
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=H_5otcAoFXs]

Conversa superficial sobre a contabilidade e a forma como a Gestão das empresas a podem utilizar.

publicado às 13:12


Bem vindos ao Terceiro Mundo

por Nuno Saraiva, em 06.12.08
Porque é do Terceiro Mundo a forma como vimos ontem publicada a Lei n.º 64/2008, de 5 de Dezembro - 1.ª série - n.º 236.

Esta Lei vai contra aquilo a que o Primeiro Ministro devia defender e não quer saber: As boas práticas de gestão económica e financeira.

Não é admissível, ou não deveria ser, que as empresas que haviam planeado pagar o terceiro pagamento por conta a 30 de Dezembro, sejam informados a dia 06, que o tem de fazer até dia 15.

Isto num final de ano particularmente difícil, financeiramente, deita abaixo qualquer tesouraria.

Além disso, há a vergonha e violação do princípio da não aplicação retroactiva da Lei, do aumento das tributações autónomas com efeitos a 01 de Janeiro de 2008.

Então agora aumenta-se um custo em 5% ou 10% de um momento para o outro?

Uma empresa que decidiu fazer um evento de Verão com clientes onde lhes oferecia o almoço, estimou um custo de 5.000 Euros mais 250 agora passa a ter um custo de 5500?

É justo que o Estado possa assim decidir? Não. É injusto e vergonhoso.

Como é costume, no site das finanças, ainda não está actualizado.


(Imagem do site http://www.e-financas.gov.pt/de/jsp-dgci/main.jsp hoje, às 11.3o)

publicado às 11:53


As facturas falsas

por Nuno Saraiva, em 19.11.08

Na semana passada o Fisco detectou uma rede de facturas falsas, que segundo as notícias lesaram-nos em um milhão de Euros [1].


A era tecnológica, e as possibilidades de cruzamentos de dados que existem, possibilitam que se descubram estas fraudes: Se o contribuinte 000000001 declara que vendeu 50 k€ ao contribuinte 000000002; e o segundo declara que comprou 300 k€ ao primeiro, algo está incorrecto.


Tradicionalmente, e felizmente esta prática está a terminar, numa inspecção a uma empresa, os fiscais iam observar os documentos e verificá-los com os registos contabilísticos. Como existiam lá as facturas, nada era detectado.


O motivo pelo qual abordei este tema aqui, foi cogitar que implicações poderá ter o software de facturação, na realização de fraudes [1];


E tentar perceber se estas fraudes se podem evitar com restrições ao software.


Uma factura falsa pode surgir essencialmente de três formas:




  1. A factura é emitida no software, imprimida e depois do original enviado ao destinatário, é modificada para um valor mais baixo, e são reimpressos os duplicados.

  2. A factura é emitida num software alternativo, com uma sequência alternativa.

  3. A factura é simulada, num processador de texto ou folha de cálculo.


Em ambos os casos, nos moldes actuais, é extremamente fácil fazer-se fraudes, sem que ninguém detecte nada. Basta ser cuidadoso, manter uma contabilidade paralela, ou movimentar valores em dinheiro (No exemplo que dei acima, o contribuinte 2 pagava 300 em dinheiro e o contribuinte 1 depositava 50 na conta da empresa.


Conclui-se que as actuais regras do sistema de facturação não são suficientemente restritivas.


Imagine-se agora, que a empresa 2, assumiu na contabilidade o gasto dos 300 k€; mas não declarou ao estado o contribuinte a quem comprou. O Fisco não detecta imediatamente, pode mesmo nunca detectar. Neste caso, houve erro grosseiro ou participação do TOC na fraude.


Uma solução possível, mas pouco viável, pois acarretaria muito trabalho e custo para as empresas, seria os contribuintes terem de declarar obrigatoriamente para todas as compras e gastos originados por dívidas a terceiros; identificando os contribuintes que tiveram o respectivo proveito.


Num próximo post, vou aprofundar mais a questão do software, pois seria a única forma viável de reduzir as fraudes com facturas.




[1] Infelizmente, parece que com a colaboração dos TOCs, que caso seja provada, o minímo que lhes deverá acontecer é perderem a carteira profissional.

publicado às 12:16

Na guerra das Big 4, Price e Ernst levaram a melhor sobre KPMG e Delloite, ao conseguirem um trabalho que lhes dará publicidade gratuita e corporativa por todo o mundo.


A Price vai auditar a aplicação do plano bailout de Wall Street (a aplicação dos 700 mil milhões de US Dollars)


Por sua vez, a Ernst vai prestar apoio contabilistico em geral. (link).


Por cá, a ir avante as garantias que o Estado proporcionará aos bancos, será como de costume: O Executivo com total liberdade para decidir o que transferir, como tranferir e para quem transferir, e o Tribunal de Contas, se quiser que audite. (Sim, porque não passa pela cabeça de ninguém, nem pode acontecer, o Tribunal de Contas não conseguir efectuar uma auditoria por uma questão de limitação de âmbito).

publicado às 21:01


O Capital Intelectual

por Nuno Saraiva, em 20.10.08

Um dos conceitos que sempre tive presente ao olhar para o Balanço duma empresa, é que este, ou melhor o seu saldo - os capitais próprios - sempre deveria espelhar o valor da empresa. Se o mercado não fosse especulativo, seria o valor da capitalização bolsista.


Como a especulação existe, um Balanço que espelhasse o verdadeiro valor da empresa, permitiria a quem pretendesse investir realmente no negócio, adquirindo parte do capital da empresa, soubesse quanto estaria a pagar a mais ou a menos pela empresa (goodwill ou badwill).


Porém, a génese do Balanço, não foi a correcto espelhar do valor da empresa, mas a sua situação financeira, baseando-se essencialmente nos movimentos financeiros: Quanto devem à empresa, quanto deve a empresa e que meios tem.


Nos últimos anos, têm vindo a ser feitas alterações, no sentido de reconhecer os activos da empresa, mesmo os intangíveis que surgem na empresa, que a empresa cria sem desembolsar um valor monetário.


Esta acção (por exemplo uma empresa de informática, desenvolver determinado algoritmo e "decidir" que vale 100.000 Euros e simplesmente colocá-lo no Activo da empresa) é actualmente a que mais divide os técnicos de todo o mundo e mais entraves coloca na aplicação das IFRS, que ainda assim não são tão permissíveis e manipuláveis como alguns querem fazer parecer.


A verdade é que mesmo as IFRS deixam de parte o grande activo das empresas hoje em dia: O CAPITAL INTELECTUAL.


Quanto vale Steve Jobs no Balanço da Apple? Não está reflectido. Mas faz indubitavelmente parte do Activo da empresa. A grande razão para que não se considerem valências pessoais como Activo, é o facto de a empresa não controlar as pessoas, uma das características básicas da definição de Activo.


Imagine-se a seguinte situação, fictícia:


Duas pessoas decidem iniciar uma empresa de design e cada uma dispõe de capital de 200.000 Euros para investir.


Compram o mesmo hardware, o mesmo software, instalam-se em escritórios próximos pagando a mesma renda.



Porém, a empresa ALFA contrata 5 designers conceituados, modernos, com características de team players e paga-lhes 5000 Euros por mês.
A empresa BETA, contrata 2 designers com alguma experiência, e 3 pessoas não qualificadas, pagando 2000 Euros aos primeiros e 1000 aos restantes.

Considere-se que no primeiro ano, as empresas obtiveram o seguinte resultado:




       
  ALFA BETA  
Vendas 585 333  
Custos Div. 200 200  
Pessoal 350 98  
Resultado 35 35  
       
       
O Balanço de Alfa será tipo este:  
       
Activos 350   CP 235
       Passivo 115
       
       
O Balanço de Beta poderá ser:  
       
Activos 300     CP 235
        Passivo 65

Quem olha para os Balanços conclui que as empresas têm o mesmo valor. Conclui ainda que a empresa B é mais solúvel (consegue transformar os activos em dinheiro mais facilmente (por serem menos e do mesmo tipo [1])) e será melhor em rácios diversos como por exemplo a Autonomia Financeira.


Qual das empresas tem efectivamente mais valor?


[1] A não solubilidade de Activos nos Balanços das empresas dava para uma Tese.

publicado às 19:07


IASB

por Nuno Saraiva, em 01.10.08

Na revista da CTOC, de Setembro passado, vem publicado um artigo focando um ponto importante, neste primodial caminho que finalmente a contabilidade está a tomar.


O autor, Rodrigo António Chaves da Silva, mostra-se preocupado com a forma pouco clara, na sua óptica, como é defenida a equipa que elabora as regras, e que dita os conceitos, as normas, o que é correcto e errado. Como se diria no âmbito do Direito, quem faz a Doutrina e quem emite as Leis.


Como refere Rodrigo António Chaves da Silva, a equipa do IASB é actualmente composta por 14 membros, que não serão representativos dos países que vão aplicar as normas (que num cenário ideal seriam todos).


Ora, não vendo a situação tão grave como o autor, que associa esta equipa ao capitalismo e ao monopólio, entrado um pouco na área da política, tendo a concordar com o autor.


A equipa que decide o que está certo e o que está errado no mundo (do ponto de vista da contabilidade, claro está), não pode ser formada de cima para baixo por um grupo já instituído, sendo no entanto de louvar a iniciativa.


Concordo com a necessidade de existirem regras claras para a definição da referida equipa, cabendo a cada país de forma equitativa, de acordo com a sua importância económica, a nomeação de um pessoa, seja representante do país, ou de um grupo de países.


Num cenário ideal haveria um equilíbrio entre pessoas oriundas de instituições técnicas (no nosso caso, CNC, CMVM; CTOC, OROC e BP) e pessoas oriundas das Universidades (Doutores, Catedrádicos, professores universitários, em geral.)


O que não consigo compreender, é a proposta que este autor brasileiro apresenta.


Segundo o autor, a equipa do IASB deveria ser constituida da seguinte forma:



BRASIL: 2 pessoas
CANADA / EUA: 4
AMERICA SUL/CENTRAL: 6

EUROPA: 4
PAÍSES NÓRDICOS: 3

ÁSIA: 2
AUSTRÁLIA: 2
MÉDIO ORIENTE: 2

Foi com um sorriso que olhei para a lista acima, pois desconhecendo os critérios que lhe deram origem, parece-me absurda. Reforço: O autor pode ter em seu poder dados que desconheço, que tornem lógica esta lista, mas no contéudo do artigo, não tem qualquer base que a sustente.




  1. Não é justo que o continente africano não tenha um único representante. Fazer uma lista de novo, excluindo tanto país deste continente não faz parte do espírito que eu tenho de harmonização e da ajuda que devemos dar aos países menos desenvolvidos e qualificados, a combaterem esses handicaps,

  2. A Europa estar equilibrado com os EUA + Canadá, ainda para mais, havendo mais três representantes dos países nórdicos parece-me bem, mas 6 pessoas da América do Sul e Central? Sem contar com o Brasil? Não consigo entender porquê. Da economia não será, catedráticos? Não me parece.

  3. A Ásia tem apenas 2 pessoas, tantas quanto o Brasil. Nem nos meus melhores sonhos consigo vislumbrar um motivo, um indício que seja, que dê direito ao Brasil de ter 2 pessoas em 25 numa representação mundial (Salvo países produtores de soja, ou outra especificidade.).Poderiamos pensar, que o Brasil será dentro de algumas décadas uma potência; mas não passará de certeza de quarta, pois seguindo o raciocínio, a Ásia tem apenas 2 pessoas, e na Ásia para além do Japão, há a Rússia, a Índia e a China. Essas sim as três futuras grandes potências mundiais. E caso houvesse abertura para adoptar as IFRS (o Japão está a caminhar para tal), esses sim teriam no mínimo 1 representante cada um.


Em suma, acho que devem ser defenidos critérios, mas com cabeça, tronco e membros. E mais importante que os países de onde são originários, é, na minha opinião, garantir a homogeneídade da origem dos representantes: Associações profissionais (CTOC, OROC, IFAC); Comissões (CMVM, SEC), Bancos Centrais, etc.


link do artigo (pdf)

publicado às 23:54


SAP assegura contabilidade pública

por Nuno Saraiva, em 20.09.08

Segundo o diário económico, a SAP fornecerá ao Estado todo o software de gestão e contabilidade (link).


O modo como o software SAP está concebido, parece-me totalmente adequado para que se consigam centralizar, todos os dados de gestão e contabilidade de todos os organismos. Isto deverá permitir que  o Tribunal de Contas aceda imediatamente aos dados de todos estes organismos e rapidamente possa elaborar comparações. (Por exemplo entre Câmaras Municipais, será interessante obter rapidamente, o peso dos ordenados no orçamento de cada uma e analisar. Uma forma de detectar outliers).


Nunca estive a trabalhar directamente num processo de implementação SAP, mas tenho conhecimento de duas ou três empresas que o fizeram e as coisas correram não correram bem, e todas demoraram mais de dois anos a implementar.


Se, numa empresa privada, com custos controlados, as coisas correm mal; no Estado já se sabe que mais sensível é.


Nos casos que falava aconteceram um conjunto de situações que atrasaram tudo, e que a culpa não se sabe bem de quem é. Para a empresa, a culpa é dos informáticos que estão a implementar, para estes a culpa é da empresa.


Eu tendo a concordar com a empresa. Reafirmo que me parece que o SAP é uma boa solução, mas os seus parceiros/implementadores, borram muitas vezes a pintura.


Um parceiro duma solução de gestão e contabilidade, não pode ser constituída apenas por informáticos, como por vezes acontece.


Um gestor duma empresa, quando compra uma solução a um destes parceiros, espera obviamente que esta seja implementada sem trabalho seu e sem ser ele a preocupar-se com os aspectos técnicos e legais. São os consultores SAP que têm de garantir as premissas base deste tipo de software - (Que cumpre as exigências da ASSOFT, que garante a integralidade dos dados, que cumpre as exigências fiscais, etc. etc.)


Para isso, as empresas que queiram implementar SAP, PHC, SAS, etc., devem ter nos seus quadros especialistas em contabilidade e auditoria. Se forem só Eng. Informáticos (sem a devida formação complementar) arriscam-se a fazer a figura que fez um outro dia, que perguntou a um empregado da empresa: "Então que dados é que quer que apareça na factura?"


Em suma, ou o Tribunal de Contas faz um plano bem feito e acompanha bem a implementação, e  a equipa que vai implementar é muito competente, ou parece-me que nem em 10 anos temos o SAP implementado na totalidade dos organismos públicos.

publicado às 19:31


Um ano

por Nuno Saraiva, em 29.08.08

Fez esta semana um ano que mudei para wordpress. Estive a reler os posts mais populares, a passar os olhos pelo aspecto de alguns meses, para ver o que ficou.


 


Vejo, como é natural alguns defeitos, alguns posts menos cuidados, efeito de falta de tempo associada a períodos de tempo sem posts, mas vejo posts com que me identifico, vejo a minha vida e a minha cultura.


 


A todos que me leram, comentaram, citaram e subscreveram a feed, aqu deixo o meu agradecimento.


 


Deixo abaixo os posts mais populares (estatísticas do wordpress).


 


TOP TEN PROFISSIONAL


 


1. O novo sistema de normalização contabi


 


2. O mundo numa pen (My Geek Army Knife)


 


3. Auditoria informática


 


4. e-learning


 


5. Quatro ferramentas de apoio à gestão d


 


6. O Boicote de 1, 2 e 3 de Junho dá-me vo


 


7. Clean Desk policy


 


8. Gestão do tempo - o princípio de Paret


 


9. Adeus USGAAP: E.U.A dizem Olá às IFRS


 


10. Target-costing pode falhar.


 


 


 


TOP TEN LAZER


 


1. Kama-Sutra para a malta adepta das coisa


2. Garganta Funda


 


3. Carlos Paião


 


4. Diário da Nossa Paixão


 


5. 15 Dicas para Apimentar sua Vida Sexual


 


6. Call Girl


 


7. Só os japoneses


 


8. O caminho do Rei


 


9. Moda Verão 2005


 


10. Jesus Cristo Superstar


 


 


 

publicado às 22:02


EUA: Bacheralatos com carreira.

por Nuno Saraiva, em 18.08.08

Segundo um estudo da National Association of Colleges and Employers (USA) apresentado neste artigo de Elizabeth Weiss McGoler no site Yahoo-Hot-Jobs, são os seguintes os bacharelatos com mais saída (mais procurados e bem remunerados no mercado de trabalho):


Engenharia Mecânica


Contabilidade


Finanças


Gestão/Administração


Engenharia Civil.


Gostava de ler um estudo idêntico em relação ao nosso país. Porém, tenho a sensação que a contabilidade não estará tão acima (não pela procura, mas pela remuneração, isto é, há bastante oferta de trabalho, mas mal pago).


Também as finanças por cá não serão tão relevantes, até porque há poucos cursos exclusivos de finanças e por cá ser entregues aos gestores, economistas e contabilistas.


Nesta área, mesmo em tempos de crise, há uma quantidade de ofertas de trabalho aceitável na minha área. Pode é ser em más condições. Mas muito melhor que dezenas de cursos, onde o trabalho realmente é escasso. (Sociologia, psicologia, ciências políticas, comunicação social, etc. etc.)

publicado às 21:01


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2006
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2005
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2004
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D