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Correr 1000 km

por Nuno Saraiva, em 26.11.14

Desde que comecei a correr já corri 860 kms. Fica desde já traçado o objetivo: Fazer os 1.000 km ainda em 2014. Isto implica correr 14 corridas de 10 quilómetros ou 28 corridas de cinco quilómetros, o que de inverno não é nada fácil.

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publicado às 18:30


Aprovação do Orçamento de Estado 2015

por Nuno Saraiva, em 25.11.14

É só para lembrar que esteve a ser discutido o Orçamento de Estado e vai ser aprovado hoje.

 

O Orçamento mais silencioso de sempre.

publicado às 08:46


Complicação positiva

por Nuno Saraiva, em 16.07.14

 

COMPLICAÇÃO

As ondas indo, as ondas vindo — as ondas indo e vindo sem
parar um momento.
As horas atrás das horas, por mais iguais sempre outras.
E ter de subir a encosta para a poder descer.
E ter de vencer o vento.
E ter de lutar.
Um obstáculo para cada novo passo depois de cada passo.
As complicações, os atritos para as coisas mais simples.
E o fim sempre longe, mais longe, eternamente longe.
Ah mas antes isso!
Ainda bem que o mar não cessa de ir e vir constantemente.
Ainda bem que tudo é infinitamente difícil.
Ainda bem que temos de escalar montanhas e que elas vão
sendo cada vez mais altas. Ainda bem que o vento nos oferece resistência
e o fim é infinito.
Ainda bem.
Antes isso.
50 000 vezes isso à igualdade fútil da planície.

Mário Dionísio

 

 

Foto aqui

publicado às 10:48


Maria José, a corcunda

por Nuno Saraiva, em 12.03.14

 

A noite passada sonhei que estava numa biblioteca, e tinha descoberto um livro raro, duma escritora, mulher, desconhecida.

 

Conclui naquele momento que era um heterónimo feminino de Fernando Pessoa, o que contei ao bibliotecário, que de imediato me deu os parabéns pela descoberta.

 

E é isto, foi mesmo um sonho.

 

 

publicado às 23:28


Vitória

por Nuno Saraiva, em 11.03.14

 

 

Sempre que vou a Setúbal, e há lá bola, demoro mais tempo a ser atendido no restaurante do costume. Sempre que isso acontece, o Vitória ganha a um adversário directo ou empata com um grande.

 

Acho que eu e a Lucy damos sorte ao Vitória, por isso se nos quiserem patrocinar viagem e almoço, vamos lá..

 

:)

 

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publicado às 10:22


O Dia triunfal de Pessoa

por Nuno Saraiva, em 08.03.14

 

 

Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois

Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,

E que para de onde veio volta depois

Quase à noitinha pela mesma estrada.

 

Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas...

A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...

Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas

E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.

 

Ou então faziam de mim qualquer coisa diferente

E eu não sabia nada do que de mim faziam...

Mas eu não sou um carro, sou diferente

Mas em que sou realmente diferente nunca me diriam.

 

Alberto Caeiro

 

(Pintura de Silva Porto, via wikipedia)

publicado às 10:18

 

Escrevi um post, que apaguei, em que mostrava uma total incompreensão perante as escolhas de Miguel Esteves Cardoso.

 

Antes começo por alertar o Ricardo Ribeiro e a Gisela João, que fazer das páginas de artistas do Facebook, o sítio principal com conteúdos dispersos ali e noutros sítios é um erro. Acho que tem mais lógica um site/blog como tem o José Gonçalez. O Facebook vai morrer em 10 anos e vai perder-se tudo por lá (ou ser necessário recuperar).

 

Miguel Esteves Cardoso, na sua crónica no Público, no dia 13/10/2013, elencou a sua cruel lista, dos fadistas que reconhece. O que me fez achar a lista esquisita foi a ausência da Mariza.

 

A minha lista cruel dos meus fadistas preferidos, com o cuidado da igualdade sexual é, e por ordem de preferência:

 

Gisela João

Camané

Ricardo Ribeiro

Ana Moura

António Zambujo

Mariza

Cuca Roseta

Marco Rodrigues

Rodrigo Costa Félix

Teresa Lopes Alves

 

A Amália é a única que já não posso ver ao vivo que entra nesta lista, e é incomparável. É impossível gostar de Fado e não gostar de Amália.

 

A minha lista e a de Miguel Esteves Cardoso têm cinco fadistas em comum: Gisela João, Camané, Ricardo Ribeiro, Ana Moura e Amália - curiosamente, ou não, os meus preferidos.

 

E porque é que eu achava que Miguel Esteves Cardoso estava insano? Por ter na lista a Carminho e não ter a Mariza. É algo que não compreendo.

 

Percebo que não se goste de coisas modernas, como o Marco Rodrigues ou o Zambas. Percebo que se prefira vozes potentes como a da Gisela em vez de vozes agudas e doces como a de Cuca Roseta. Não percebo como a Mariza fica de fora e a Carminho na lista.

 

Mas depois olhei para a minha lista e vejo que coloquei lá a Teresa Lopes Alves, que muitos desconhecem, mas que eu aprecio por ser a voz mais doce que alguma vez ouvi. Ao contrário de Gisela João, que ao ouvir uma canção sua na Antena1, pensei "quem será esta voz, que parece a reencarnação da Amália?" e ao ouvir o seu disco no spotify conclui ser a melhor fadista viva, mesmo tendo só um album; Teresa Lopes Alves dificilmente será uma estrela internacional.

 

E assumo, a minhas escolhas são mais irracionais que as de Miguel Esteves Cardoso.

 

Outro tipo de lista, e falando de Fado, é elencar quem foram os fadistas que nos fizeram verter uma lágrima. Aí a lista fica mais curta. Aqui vai a minha:

 

Amália

Mariza

Gisela

Ricardo Ribeiro.

 

Temos Fado.

 

publicado às 14:40


Os atrasados do costume

por Nuno Saraiva, em 11.06.13

 

Estava capaz de comprar o último livro de Miguel Sousa Tavares, mas não o encontro na Kindle Store.

 

Sempre era mais um livro vendido.

publicado às 15:58


Casa

por Nuno Saraiva, em 07.06.13

Este poema é lindo:

 

Tentei fugir da mancha mais escura
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.

Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.

Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão. . .

Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que sem voz me sai do coração


E esta canção é mesmo muito bem conseguida. Do melhor.

 

publicado às 10:23


Isto passou-se este mês.

por Nuno Saraiva, em 24.05.13

 

 

Lembro-me de Isabel Jonet, da verdadeira pobreza e da verdadeira miséria.

publicado às 21:59


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