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...

por Nuno Saraiva, em 08.01.10
O VD escreveu sobre o Primavera no The Next Web pt. No seu post, deixa transparecer o óbvio e o que vai sendo sentido pelas empresas em geral e pelas sociedades de contabilidade em particular, as software houses de ERP e contabilidade vivem à grande com o dinamismo da legislação fiscal e de relato financeiro.

O artigo foca-se no Primavera BSS, mas na minha opinião, este nem é o mais caro no sentido Qualidade/Preço nem o mais agressivo.

O Primavera Express, programa para facturação de uma empresa, gratuito, não é negativo: É um chamariz, se é aditivo, melhor, é porque o Primavera é um bom produto (ao qual se junta a resistência à mudança nacional).

Mas claro está, o cerne da questão aqui são as actualizações obrigatórias. Além do SNC, houve uma alteração no SAFT (Sistema de Auditoria Fiscal Tributária).

Como tinha dito aqui, e não revelei a fonte porque eu considero as mensagens de e-mail privadas, as software houses aproveitaram estas alterações simples (trata-se duma alteração no formato de exportação XML) para lançar uma nova versão dos programas de facturação e convencer os empresários mais distraídos que é uma actualização obrigatória (Não precisa de actualizar o software todo, só o ficheiro de exportação).

Em relação ao SNC e aos softwares de contabilidade, as coisas são diferentes. Mudaram alguns conceitos, as demonstrações financeiras, os códigos de contas e a maneira como "casam", as classes, etc. Aí, é justo que se deva comprar uma nova versão. (Quem usa os softwares simplesmente para lançar contas e retirar os agregados não necessita de actualizar, apenas configurar os novos códigos. O quê? Dá muito trabalho? Ora aí está, porque a nova versão deve ser paga.)

De qualquer forma um contabilista que em 2008 ou 2009 adquiriu um software caro, sem continuity agreement, ou outra garantia de actualização para o SNC, ou é rico ou é muito distraído...

publicado às 11:27


4 comentários

De Nuno Saraiva a 08.01.2010

O ser aditivo é no sentido de viciante. A referência veio do post que comecei por referenciar, e sem ter lido esse post poderá não fazer sentido.

Passo a citar o parágrafo em causa (Vítor Domingos):

"This is a good project, sure, but Primavera software it’s like a sugar addiction, it smells good and it tastes even better, but since you’ve eaten it, there’s no return. The software is that good for accounting, but it’s closed, proprietary and like I said, it’s an addiction. Probably when those unemployed return to the job market, they’ll choose Primavera’s software instead of any other available."

De joão dias a 08.01.2010

confesso que a minha pergunta sobre o ser "aditivo" foi propositada visto que hoje em dia, ao mau estilo brasileiro, usa-se muito essa palavra em vez da correcta (viciante).

até porque eu tinha lido o artigo do vd. ;)

De Nuno Saraiva a 08.01.2010

ok!

De qualquer forma, a palavra viciante (que cheguei a ponderar) também não exprime totalmente a situação.

A tradução ideal que devia ter usado era "que cria dependência".

Obg

De joão dias a 08.01.2010

sim, há muito boa empresa a aproveitar para ganhar uns valentes trocos só para exportar num formato diferente. enfim, é o que temos cá no burgo. mas hey, há que ter olho (e sorte) para saber onde ir buscar software.

quanto ao facto de andarem a "ensinar" o primavera é normal, a microsoft faz o mesmo à anos nas universidades e outras empresas fazem o mesmo, de um ou outro modo.

só não percebi o que queres dizer com "aditivo". queres dizer que o facto de "ensinarem" o primavera adiciona alguma coisa? estão a "ensinar" aquilo de forma aditiva (não imagino o que isso significa)?

o que aquilo adiciona, de certeza, é futuros utilizadores. se isso é bom ou mau depende da qualidade do software.

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