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O fim da era do automóvel?

por Nuno Saraiva, em 14.06.08

Como havia referido em posts anteriores para o caso português, a distribuição de combustíveis não é um negócio atractivo, gera baixa rendibilidades de capitais para investimentos de longo prazo.


Como referi na altura, seria vantajoso para a Galp deixar de distribuir combustíveis e dedicar-se apenas à extracção. (Isto implica que conseguia sair da distribuição recuperando o investimento (vendendo cada um dos postos que possui pelo valor do investimento a recuperar))


Se isto não é fácil para a Galp e traria consequências graves para o país (que alguns não viram na altura do boicote sem sentido), uma empresa a sério avançou.


A gigante ExxonMobil descontinuou a distribuição de combustíveis nos E.U.A.


Segundo a reuters a Exxon deixou de distribuir para revendedores e vai vender os 2200 postos próprios que possui. No entanto, ainda nada é referido no site da Exxon.


Os donos de postos próprios vão ter assim que encontrar outros distribuidores. Resta saber se haverá capacidade de distribuição. Não conheço a realidade dos E.U.A. para perceber o impacto desta decisão, mas se em Portugal se passasse o mesmo com a Galp, BP ou Repsol, seria terrível.


Mas, mais do que a rendibilidade anual do investimento, pode haver outro factor que tenha pesado na decisão da Exxon:


Quantos anos mais durará o tráfego automóvel como o conhecemos?


Uma perspectiva terrível é a que o negócio do automóvel e gasolinas pode acabar a curto prazo. Haverá na Exxon, a visão que o negócio do automóvel e dos combustíveis está a acabar, e não vale a pena investir?


Poderá haver. O Telegraph.co.uk já coloca a questão para discussão (link). Pelo rumo que as coisas estão a tomar é possível que utilizar um carro seja um custo que as famílias não possam suportar.


Algum trabalho está a ser feito para acabar com a idade do petróleo (ver aqui) e perante esta informação como devem agir as companhias petrolíferas?


Vamos ver como evoluem as coisas nos próximos meses.

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publicado às 23:03


2 comentários

De Phil a 15.06.2008 às 00:40

As gasolineiras estão a pagar com o seu próprio veneno...e claro, nós pertencemos à classe que podia ser nomeada como "danos colaterais".

As gasolineiras podiam ter apostado na inovação e na investigação de energias alternativas, sem recurso ao petróleo. Por isso, hoje perguntamos se a era do automóvel poderá estar a acabar...pergunta que acho estranha, porque hoje sabemos que existem outra formas de energia para colocar um automóvel em andamento. No entanto, a única solução alternativa hoje em produção é a solução dos carros híbridos que ainda mantém a dependência do petróleo, uma vez que as baterias ainda têm um problema de autonomia e carregamento.

Por isto tudo, estranho sinceramente que as empresas não tenham dado outra importância às alternativas ao petróleo...assim, pagamos nós, pagam as gasolineiras e poderá ser tarde demais quando se descobrir que afinal há soluções viáveis para colocar em produção e eliminar de vez a dependência no petróleo.

De Nota para o futuro « Mente Positiva a 21.09.2008 às 14:29

[...] aqui abordei o assunto, também de forma ligeira, mais da óptica das empresas [...]

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