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Haverá alternativas ao justo valor?

por Nuno Saraiva, em 19.04.08

O justo valor tem sido o conceito que mais desacordo trouxe ao mundo do reporte financeiro.


Se, por um lado uma empresa hoje compra por exemplo um macbook por 1200 Euros, e este deve ser o investimento considerado, dividindo o valor deste investimento pelos anos de utilização, e fará todo o sentido estar registado ao custo histórico - mostrando o valor do investimento e do fluxo financeiro;


Por outro, se o computador na semana seguinte estiver à venda por 900 Euros, não faz sentido aparecer nos activos da empresa, um activo de 1200 Euros, quando ele não é realizável por esse valor.


Se os ajustamentos dos bens, já vinham sendo aceites por todos, mesmo com alguns contrariados dado a subjectividade do conceito; tudo se complica mais no que diz respeito aos instrumentos financeiros.


O FASB emitiu um statement onde esclarece, entre outras coisas, que o justo valor é para aplicar a tudo, inclusive instrumentos financeiros:




This Statement affirms the requirement of other FASB Statements that the fair value of a position in a financial instrument (including a block) that trades in an active market should be measured as the product of the quoted price for the individual instrument times the quantity held (within Level 1 of the fair value hierarchy). The quoted price should not be adjusted because of the size of the position relative to trading volume (blockage factor). This Statement extends that requirement to broker-dealers and investment companies within the scope of the AICPA Audit and Accounting Guides for those industries.



Logo de seguida, a International Banking Federation publicou um documento onde mostra desadequada a utilização do justo valor em instrumentos de longo prazo, principalmente aplicações que se pretendam manter até à maturidade.


Quando a utilização do justo valor começava a ser aceite, surge este verdadeiro braço-de-ferro.


Percebe-se ambas as posições. A do FASB por querer reflectir a realidade em cada momento, a da IBFed, defendendo o valor no longo prazo.


Permito-me fazer uma pequena analogia: Se um jogador de futebol que tenha valor 5 m€, esteja lesionado durante dois anos, ele não é passível de ser transferido aqueles valores. Que valor deve apresentar o passe do jogador nas contas da SAD?


Segundo os contabilistas, 500 k€ que seria o valor este ano que alguém estaria disposto a pagar, como investimento; Segundo os banqueiros, deve estar registado por 5 m€.


Eu sou da opinião do FASB. Porque o valor duma aplicação financeira está cotado oficialmente, e as DFs referem-se a um período. Haver intenção de manter um investimento a longo prazo ou até à maturidade, não é suficiente para que se possa assumir o pressuposto que determinado valor está assumido.


Até porque pode haver a necessidade urgente de obter liquidez.

publicado às 21:48



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