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O país que somos

por Nuno Saraiva, em 23.03.08

Não tive, ao longo desta semana tempo para opinar sobre o que se foi passando no país, mas este país, Portugal, vai de mal a pior.


Vandalismo, assaltos à mão armada, insegurança.


Saiu a Lei que proíbe menores de usar piercings na língua ou fazer tatuagens sem autorização dos pais, bem como outras medidas reguladoras. Vieram as críticas de todos os lados como agora vêm sempre que o governo faz alguma coisa. Vieram as acusações de fascismo. Seria bom que antes de utilizar esta palavra as pessoas tivessem bem noção das diferenças entre fascismo e Lei, Ordem e Autoridade. Acho que está a perder-se o sentido de autoridade e ordem e em vez de nos aproximarmos dos países nórdicos, parecemos os países sul-americanos. Só falta os cartéis de droga mandarem no governo e na polícia.


Na Flórida, Estados Unidos, foi proibido utilizar calças descaídas nas escolas. Quem utilizar roupa interior à vista é expulso da escola, e se reincidir leva dois meses de prisão (notícia). Fascismo, pensarão alguns. Ordem, penso eu. É preciso haver regras, mesmo não se podendo concordar com todas, estas são para cumprir.


Por falar em regras, o governo devia legislar sanções acerca do uso de telemóveis durante as aulas. Regras claras. É proibido, não é proibido. E que devem os professores fazer quando acontece?


Já toda a gente viu o vídeo da professora que tirou o telemóvel à miúda. Digam o que disserem, também acho que a miúda merecia levar duas lambadas.O meu sonho é que a tal miúda veja isto. A professora podia ter tido mais tranquilidade.


 


 


 

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publicado às 20:47


5 comentários

De paula a 23.03.2008 às 21:38

"Quem utilizar roupa interior é expulso da escola"
Estás a dizer que há uma escola em que não podes utilizar roupa interior?! Também seria interessante saber como é que eles sabem.

"o governo devia legislar sanções acerca do uso de telemóveis durante as aulas"

Não devia nada. Ou também achas que o Governo devia legislar sobre o uso do telemóvel nas reuniões de trabalho?
Toda a gente fala como se a miúda ficasse com problemas psicológicos por lhe terem tirado o telemóvel.
Se estás numa reunião de trabalho ou numa conversa com pessoas, tiras o som do telemóvel, é meramente uma questão de respeito para com as pessoas, com quem estás.
Aqui é o mesmo, não é preciso legislar nada, se estás numa aula, estás numa aula, não estás a falar ao telemóvel. Se queres estar a brincar com o telemóvel sais.
Os alunos sempre levaram para as aulas objectos de distracção e os professores sempre "confiscaram". Ninguém ficou traumatizado por causa disso. A diferença é que também o aluno não se voltava contra ao professor, porque sabia se o fizesse não teria apoio de mais ninguém como, infelizmente, acontece hoje em dia.

De Nuno Saraiva a 23.03.2008 às 22:24

Em relação à roupa interior faltou o "à vista", já rectificado.

Eu acho que sim, que devia. E acho que o exemplo das reuniões de trabalho não é aplicável. Nas reuniões de trabalho compete aos patrões e chefias regulamentar acerca do uso de telemóvel.

A escola é um serviço público, e tem que ser regulado pelo Estado.

"(...) se estás numa aula, estás numa aula, não estás a falar ao telemóvel. Se queres estar a brincar com o telemóvel sais."

É o que devia acontecer, mas não é o que acontece, não há respeito.

E regras sem sanções para o incumprimento, não vale a pena existirem.

Com a bandalheira que vivemos hoje ainda vamos ver professores em tribunal por confiscar algo aos alunos.

De paula a 23.03.2008 às 23:14

Na minha opinião, o problema aqui não é se está regulado pelo Estado ou não.
O problema aqui é a sucessiva retirada de autoridade ao professor, precisamente por esse mesmo Estado.
As aulas têm regras implícitas: não podes perturbar a aula. E tinham sanções mais do que explícitas. Que o diga quem foi convidado a sair, quando ainda se chumbava por faltas.
O Estado tem coisas mais importantes com que se preocupar. Objectos que provocam distração não é um problema novo na escola.
Se fosse o pai da miúda a tirar-lhe o telemóvel de certeza que ela não tinha reagido daquela maneira. É por isso que o problema não se resolve com legislação, se se continuar a castigar um prof por ele ter levantado a voz a um aluno.
Isto é se continuares a ter professores sem autoridade, a legislação não te vale de nada. Ninguém vai levar um aluno a tribunal por ter o telemóvel com som na aula.
Não. Deve é ser dada autoridade ao professor para ele poder fazer as regras, não precisa de existir uma legislação, quer dizer isto existiu em tempos. E funcionava! :-)

De Nuno Saraiva a 23.03.2008 às 23:25

Concordo. Quando digo legislar, não falo em processos-crime. Legislar ou regulamentar. Talvez esta seja a expressão mais adequada.

Eu falo precisamente desse tipo de sanções. Faltas, Expulsão da escola nesse ano lectivo, ou até mesmo apreensão dos objectos em causa.

Já agora, com ou sem som, sou contra o uso abusivo do telemóvel nas aulas de escolaridade obrigatória (tipo jogar, troca constante de sms)

De Miguel a 25.03.2008 às 15:23

O problema não está só na escola e na falta de poder dos professores.
A origem do problema está em casa, onde quem manda são os filhos e não os pais.

Já agora, não "Saiu a Lei que proíbe menores de usar piercings na língua (...)".
Esta lei só está a começar a ser discutida agora. Ainda nem uma versão beta é... :-)

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