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O meu serviço público de televisão.

por Nuno Saraiva, em 24.10.12

 

Muito se tem falado da privatização ou não da RTP e da respetiva concessão / cessão de exploração do serviço público.

 

Não concebo como bom, um sistema idêntico aos das estradas ou de outras parcerias publico-privadas para a RTP. Nunca ninguém vai saber o que é o serviço público e vamos ter de gastar mais dinheiro em pessoas para avaliar o serviço da RTP. E se correr mal, mais advogados, consultores, etc.

 

Também não sou a favor da privatização total da RTP, essencialmente, por dois motivos:

Quero ter direito a uma informação independente de publicidade e de grupos económicos; e acho que o Estado deve garantir os meios técnicos para dispor de uma forma direta de contato com a população.

 

O que eu defendo, portanto, é um emagrecimento da RTP, possibilitando a terceiros, a exploração de entretenimento e cultura. Não vejo como bom o facto de todos pagarmos ordenados a entertainers e modelos, quotas de filmes, transmissões de futebol, ciclismo e touradas. Isto são coisas para as empresas privadas. Não estou a dizer que devemos esquecer o apoio ao desporto e à cultura, mas não através de orçamento televisivo.

 

No que respeita à rádio, sinceramente, parece-me adequada a composição atual. Gostaria apenas que a Antena1 se dedicasse mais à informação e que a música passasse para a Antena3 na totalidade. À Antena2, pedia-se um pouco mais de diversidade, com divulgação de literatura, pintura, e artes em geral.

 

Na rádio a minha dúvida prende-se com os relatos de futebol: Não sei o custo que representa e não sei quantas pessoas há no país que o relato do futebol ao domingo é a única distracção que têm.

 

No que respeita à televisão, por mim funcionava um único canal, apenas com informação e reportagens. Com bom jornalismo. Os principais partidos políticos teriam um igual espaço de tempo semanal, onde seus representantes não remunerados (ou remunerados pelo seu partido) comentariam as notícias da semana e dariam o seu ponto de vista sobre eventuais peças jornalísticas que não correspondessem à verdade.

 

Filmes, concursos, novelas, séries, futebol e outras: era para o canal privado.

 

Para além da independência de grupos económicos e da sensação que nenhum grupo faria por si, o serviço público que idealizo, acho ainda que compete ao Estado manter uma infra-estrutura que permita ao Governo, ou à Administração Interna comunicar com a população. Se o Primeiro-ministro ou Presidente da República necessitar falar ao país, não deve ser um constrangimento para uma empresa privada (ou em último caso, da forma como se fazem as guerras políticas em Portugal, ser-lhes vedado essa possibilidade).

 

Também é ao Estado, e não aos privados, que compete assegurar uma forma de comunicação com a população em situações de emergência / calamidades.

 

Não sei a poupança económica de ceder a parte de filmes, concursos, novelas, séries, futebol a privados, mas calculo que apresentadores de concursos e talk shows custem algum dinheiro. Esta era a minha poupança no que respeita à RTP.

 

 

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publicado às 20:56


50 sombras de grey

por Nuno Saraiva, em 17.10.12

 

Sou um tipo relativamente banal no que respeita à leitura. Banal, no sentido de diversificado. Não digo que não à literatura light - li os quatros livros da série "Crepúsculo", "As palavras que nunca te direi" e provavelmente mais uma série de "livros de gaja".

 

Leio os grandes best sellers como os livros de Dan Brown e de José Rodrigues dos Santos.

 

Não me fico por aí, leio com gosto, coisas mais intelectuais, como “O afinador de pianos”, de Daniel Manson; “O Messias” de Boris Starling, e alguns clássicos como o “Crime e Castigo” e o “Retrato de Dorian Gray”, o MEC, Sousa Tavares, entre outros.

 

Pelo meio leio tudo: os clássicos de Hitchcock, de Aghata Christie, o “Senhor dos Anéis” e os livros do GRRM.

 

Leio sobre maçonaria, sobre viagens no tempo, sobre ficção cientifica, sobre o poder da mente e o poder do positivismo, sobre zen e feng shui, sobre essa fonte de energia que é Deus.

 

Esta introdução para dizer que parti para a leitura do livro de E.L. James, as “50 sombras de Grey” sem uma tendência contra ou a favor.

 

 

 

(a partir daqui, spoillers)

 

 

Não gostei do livro e por isso não vou ler mais nenhum desta escritora.

 

O livro começa logo a perder por ser demasiado descritivo; gosto de erotismo, pornografia sem argumento, nem por isso. Toda a história, que não é sexo, é muito irreal e é algo que dificilmente aconteceria no mundo real. Desde o gajo que tem rios de dinheiro para esbanjar, empregados mistérios, empresas que fazem fusões e aquisições, pertencentes a um empreendedor que raramente trabalha. O empregado mistério que está sempre a aparecer sem ser chamado, a informação que consegue via serviços secretos ou detetives, tudo em pouquíssimos dias. Enfim, nada interessante.

 

Eu sei que a Bella Swan tinha um namorado vampiro e também gostava dum lobisomem que veio a casar com a sua filha, ambos bonzinhos e que em Westeros há malta que não arde, malta que se funde com árvores e malta que entra na pele de lobos, pássaros e pessoas. Mas aí está bem escrito e consistente. A história de Christian Grey não é consistente. Não foi para mim.

 

No que respeita ao sexo no livro, este nunca foi interessante para mim. Nunca me excitou mentalmente, e esteve a anos-luz de provocar alguma reacção física ou cardíaca no meu corpo.

 

Até a passagem do Jaime Lannister, sem mão, a tomar banho com a Brienne feia é mais excitante.

 

A leitura do livro, trouxe-me algum conhecimento. O BDSM é uma atitude que não me assiste, não acho nada daquilo excitante, mas, admito que me preocupo menos com quem queira praticar tais práticas, quando antes é feita um acordo com limites (coisas que nunca ninguém fará, e ainda a existência de palavras de segurança (parece que dá gozo aos sádicos ouvir dizer não faças isso…)) - coisas que eu não sabia que existiam.

 

Em suma, nessas passagens do livro, eu sentia-me mais como um ginecologista a observar uma mulher ou um sexólogo a conversar com um casal, do que amigo, seguidor ou pessoa que reencarna uma personagem.

 

Não tenho mínimo interesse em saber se no segundo livro a submissa aceita levar porrada para ficar junto do bonitão, ou se o bonitão, que pode ter submissas muito mais interessantes, deixa de ser sádico para ficar com uma tipa desastrada. Por isso não vou ler.

 

A única parte interessante do livro, é o mistério do passado do bonitão, que o torna tão melancólico e talvez sádico. Mas, para mim, não compensa a seca que sinto ao ler o livro.

 

Este livro no fundo é como um filme porno: um argumento mínimo para que duas pessoas se encontrem e depois sexo aqui e sexo ali. Nunca vi um filme porno bdsm, mas calculo que seja assim: encontro – sexo – porrada.

 

Não digo para não lerem, digo só que não gostei nada. Se quiserem um livro realmente erótico, mais vale uma coisa tipo “As memórias duma cantora alemã” uma autobiografia que começou por ser anónima, e foi depois descoberta a autora.

 

 

*

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publicado às 23:49


A senhora que não contraiu a Dívida

por Nuno Saraiva, em 11.10.12

Ouvi na rádio, um destes dias, uma senhora que se manifestava, salvo erro em Coimbra, porque estava contra a Troika e contra a austeridade.

De memória, a senhora disse algo como:

Estou a manifestar-me porque estou contra estar a pagar uma dívida que não contraí. Tenho dois filhos licenciados e tenho de zelar pelo futuro deles.

A pergunta que me ocorre é: Quem contraiu a Dívida?

 

Não foi a senhora, não fui eu. Foram os nossos representantes que a maioria escolheu. Achar que a dívida existe apenas por causa do desperdício, é ser cego e não querer ver. É óbvio que há despedício, mas a dívida não é só isso.

 

Acho lamentável a comunicação social não esclarecer exatamente o que é a dívida e o que é o défice. A dívida existe porque existe défice. Porque o nosso país gasta mais do que recebe de impostos.

 

A senhora que não contraiu a dívida não pode dizer que não contraiu a dívida. Ou se calhar pode. Porque provavelmente; A senhora que não contraiu a dívida nunca foi ao médico público nem ao hospital, recorreu e vai sempre recorrer a médicos particulares.

 

A senhora que não contraiu a dívida não precisa da polícia, acha que esta é dispensável e vai sempre defender-se com as próprias mãos. Possivelmente tem um contrato com uma empresa de segurança pronta a atuar caso solicite.

 

A senhora que contraiu a dívida matriculou os filhos numa cresce particular, numa escola particular, num colégio particular, e claro numa faculdade particular.

 

A senhora que não contraiu a dívida paga a uma empresa especializada para lhe recolher o lixo e tratar dos resíduos.

 

A senhora que não contraiu a dívida não comprou qualquer medicamento comparticipado pelo Estado.

 

Espero que a senhora que não contraiu a dívida não seja funcionária pública, porque era sinal que estava enganada.

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publicado às 20:59


As 10 melhores Macumbas de Sempre

por Nuno Saraiva, em 11.10.12

Fui parar ao site macumbas online por acaso, através duma pesquisa no twitter. Independentemente do ceticismo da coisa, há algo que é interessante notar: há muito mais macumbas positivas (fazer o bem) do que negativas (fazer o mal).

 

Mas a piada é que há macumbas com muita piada:

 

  1. Fazer a Internet parar de travar
  2. Preguiça Automatica
  3. Fazer parar de chover
  4. Fazer peidar na frente do chefe
  5. Fazer o urro (?)
  6. Adquirir Psioriase
  7. Cuspir farofa
  8. Estapear remotamente
  9. Engasgar com semen
  10. Mesmo sendo feio, tornar irrestivel

E ainda, duas extra: Transformar em corno manso e "Fazer esquentar as partes baixas".

 

Há quem se lembre de casa coisa..

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publicado às 09:54


O meu Portugal

por Nuno Saraiva, em 10.10.12

Há coisas que eu gostava que fossem diferentes em Portugal. 

 

Gostava dum povo ligeiramente mais culto, de políticos melhores, principalmente de oposições melhores, não o bota abaixo que tudo está mal.

 

Gostava que as pessoas percebessem melhor para que serve o Estado. Que soubessem que não há lá uma máquina de dinheiro. Gostava que não se esquecessem que cortar despesas é cortar serviços ou despedir pessoas. Odeio a demagodia incutida pela oposição, o tradicional da extrema esquerda.

 

Gostava que existisse um bom jornalismo. Não a porcaria de replicadores de escândalos emitidos pela lusa que temos.

 

Gostava que existe uma Justiça que funcionasse. 

 

Mas sobretudo gosto de cá viver. Gosto das coisas todas que são promovidas neste vídeo, o sol, o mar as pessoas. E sobretudo gosto da segurança com que ainda vamos vivendo e a sensação da PAZ. Vivemos num país onde é possível viver em Paz.

 

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publicado às 12:27


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