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Autarcas

por Nuno Saraiva, em 10.10.05
Será que a chuva vai conseguir lavar a vergonha de termos eleito tantos suspeitos de crimes públicos para as câmaras municipais?
Azenhas

A iliteracia dá cabo da democracia, vamos ter que confiara na PJ e Justiça e esperar, esperar…
João Nascimento (em comentário ao Azenhas)

Não sei se será a iliteracia que dá cabo da democracia pois não acredito que Oeiras seja um concelho de gente iliterata, ou será?
Bruno (em comentário ao Azenhas)

Se por um lado, tais candidatos são apenas suspeitos, acho bastante discutível se terão ou não direito (moral) a candidatar-se a cargos públicos. Por outro quando se trata de fugitivos e presos, ainda que preventivamente, a coisa é diferente e já uma ilegalidade clara e a Justiça não deveria permitir tais situações.

Mas para mim, o mais interessante desta questão é efectivamente o que leva as pessoas a votar nestes candidatos independentes. Será ileteracia como propõe o João? Não me parece. A ideia que temos de Oeiras é de um concelho moderno e urbano, e é o melhor exemplo.

O que levou as pessoas a votarem Valentim, Felgueiras e Isaltino, foi o facto de estes terem realmente feito obra. Foram verdadeiramente importantes os trabalhos que estes fizeram para os seus municípios. E tendo isso em conta as pessoas votam neles. Porque o seu trabalho à frente da câmara favoreceu-os.

O cerne da questão, porém, é saber se a sua actuação foi legal. É algo que vai mais além do proveito pessoal. Mesmo para bem do município, o seu presidente tem que cumprir a lei. Não compete aos munícipes julgar matérias judiciais. Compete julgar o trabalho para a cidadania das pessoas.

A Justiça não pode é permitir que estes casos aconteçam. A Justiça é que deveria ser rápida, clara e prever situações como esta. Devia prever, que a partir do momento em que uma pessoa fugiu ou há fortes indícios de culpa, esta estará proibida de se candidatar a cargos públicos.

A Justiça não o prevê. As pessoas - votam na obra feita.

publicado às 13:17


Quero

por Nuno Saraiva, em 07.10.05

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao dizer: Eu te amo,
dementes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amaste antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.


Carlos Drumond Andrade, para Lucyta

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publicado às 13:05


[SONETO DO PREGADOR PECADOR]

por Nuno Saraiva, em 06.10.05
Bojudo fradalhão de larga venta,
Abismo imundo de tabaco esturro,
Doutor na asneira, na ciência burro,
Com barba hirsuta, que no peito assenta:

No púlpito um domingo se apresenta;
Prega nas grades espantoso murro;
E acalmado do povo o grão sussurro
O dique das asneiras arrebenta.

Quatro putas mofavam de seus brados,
Não querendo que gritasse contra as modas [qu'rendo]
Um pecador dos mais desaforados:

"Não (diz uma) tu, padre, não me engodas:
Sempre me há de lembrar por meus pecados
A noite, em que me deste nove fodas!"


Bocage

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publicado às 14:29


Vidas..

por Nuno Saraiva, em 03.10.05
Tarefas profissionais e académicas têm impossibilitado a actualização dos Blogs.
Hoje é o fogo de artifício na festa de Almoçageme. A festa termina amanhã.
Uma boa semana de trabalho/escola para todos.

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publicado às 15:58

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