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Verão Azul.

por Nuno Saraiva, em 05.08.04
O Pano do Pó está a passar a música do Verão Azul!



Dá para lembrar os tempos de criança e matar as saudades..

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publicado às 08:57


Segurança nos comboios.

por Nuno Saraiva, em 02.08.04
Na passada semana, numa das minhas viagens de comboio de regresso a casa, após um dia de trabalho, demorei-me mais cerca de quarenta minutos do que seria normal. A viagem estava mesmo azarada.

Parte o comboio da estação dos restauradores à hora normal. Pára em Campolide. Passado cinco minutos desligam-se os motores.

Outros cinco minutos volvidos e o maquinista divulga a seguinte mensagem: Por motivo de avaria o comboio termina aqui a sua marcha. Dentro de momentos entra um comboio na linha n.º 4

E então as pessoas todas saíram para a plataforma. Pelo que se pode aperceber pela conversa do revisor ao telemóvel tratar-se-ia de problemas no painel electrónico.

É anunciado pelo sistema de som central que dentro de minutos entrará um comboio com destino a Sintra, enquanto isso apercebo-me de um enorme burburinho ali perto de mim. Estavam alguns indivíduos, cerca de cinco ou seis, a reclamar com o revisor pelo sucedido. Um deles gritava bem alto e com bastante indignação. Tal facto chamou a atenção de todas as pessoas e gerou um burburinho entre todas as pessoas no geral.

Pensei eu, de que reclama esta gente?? Que é que pretendiam que fosse feito? Pretendiam seguir viagem no comboio avariado? Queriam correr o risco de haver um acidente? Mas pelos vistos ninguém pensava como eu, que preferia esperar 20 minutos e seguir com total segurança, do que não chegar. E até o comboio chegar foram aumentando os protestos para com o revisor.



Mas a coisa, infelizmente, não ficaria por ali.

Vem o comboio seguinte e com tanta gente a entrar em Campolide fica cheio demais. Muita gente, muito calor, muita confusão. Em Queluz, o comboio fica mais uma vez parado. Desta vez o maquinista diz: O comboio não prossegue a sua marcha devido a um passageiro que se sentiu mal. Aguardamos a chegada dos bombeiros. E aguardamos. Passado uns cinco minutos, e porque os bombeiros tardavam em chegar e a pessoa devia estar mesmo aflita, perguntaram se entre os passageiros havia algum médico ou enfermeiro. Preocupado com o estado da pessoa que não conhecia, sorri, pensando que os filmes também ensinam coisas boas.

Mas mais uma vez a cruel sociedade espezinhava todos os meus princípios sociais e de solidariedade. Não é que houve diversa gente a reclamar com a situação?? Aqueles comentários do costume, do isto é uma vergonha, ao são uns incompetentes, quero chegar a casa, já estou atrasado, etc.

Mais uma vez pensei eu, estas pessoas não existem... Que pretendiam que fosse feito?? Que o maquinista e o revisor pegassem na pessoa, um pelos pés e outro pelos ombros e o deitassem no chão da estação, à espera da ambulância? Ou queriam que o maquinista rebolasse a pessoa porta fora. Também era possível seguir viagem com a pessoa deitada no chão do comboio. Quando o comboio chegasse a Sintra logo se via.



É certo que foi azar. É certo que a CP tem que garantir que à partida todos os comboios estão em perfeitas condições de segurança e funcionamento.



Mas, na minha opinião, mais importante que direitos e obrigações, que performances bonitas de 98% de pontualidade e 90% de satisfação, é a segurança e a saúde dos passageiros.



Por isso daqui faço o meu apelo à CP.

Que a vossa missão não seja transportar os passageiros com 100% de pontualidade. Que a vossa missão seja transportar os passageiros em segurança e boas condições. A pontualidade é importante e a CP, na linha que utilizo tem-na. Importante mas em segundo plano.



Por isso por muitas chatices que dê. Por muitas reclamações que tenham. Mesmo que deixem de atingir os vossos objectivos numéricos, ficarei-vos sempre grato por me transportarem em segurança.



Decidi enviar este texto para o Serviço de Apoio ao Cliente da CP. Provavelmente houve quem enviasse mails a reclamar, eu envio a agradecer....

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publicado às 07:49


Gato das Botas errou

por Nuno Saraiva, em 02.08.04
Neste post é referido o seguinte: “O livro O Mistério na Estrada de Sintra de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão, conta a história de um fidalgo que foi a Colares comprar vinho”

Tal facto não é verdade. O mistério surge numa viagem de

dois fidalgos mas de Sintra para Lisboa.

O livro refere “na estrada entre Sintra e o Cacém”

Ou seja seria na estrada que viria a tornar-se a actual IC-19.

Não me recordo em que obra, mas estou convicto que Eça

escreveu um fidalgo que foi a Colares comprar vinho.

Pelo erro as minhas desculpas.



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publicado às 07:41

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