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Sobre a Última Ceia..

por Nuno Saraiva, em 19.08.04
Sobre o famoso quadro de Da Vinci muito se tem por aí discutido principalmente após a edição do livro O Código DaVinci.



Mas tenho notado que as pessoas esquecem que estão a ver uma interpretação, primeiro incluinda num romance, segundo que pretende identificar Da Vinci como anti-Cristão.



Muita confusão se faz ainda e não se estabelece a seguinte diferença:



Uma coisa é o que Da Vinci queria pintar, outra é o que de facto aconteceu..



Mas sobre o quadro mesmo, gostaria de convidar para a leitura dum artigo de João Bernard da Costa do qual cito o seguinte parágrafo:



Às 8 em ponto estava junto à porta amarela do Cenáculo e às 8h15, após mendigar junto de três guias, surgiu aquela (louvada seja!) que tinha um bilhete a mais. Às 8 e 30, a porta de vidro automática do refeitório das Graças abriu-se para mim e para mais 49 terrestres pedestres. Fora avisado da regra, como nos mitos e lendas antigos. Só dispunha de 15 minutos, 15 exactos minutos. Ao fim deles, seria implacavelmente varrido. Nem olhei para a "Crucificação" da parede sul. Os 35 metros de largura da parede norte esperavam por mim. 68 anos esperaram. A primeira coisa que pensei, como Henrique III diante do cadáver do Duque de Guise, foi: "Mon Dieu! Comme il est grand!" Depois, eu, que demoro tanto tempo a ver, puxei dos olhos com quanta força tenho. Vi o triângulo equilátero da figura de Cristo, a forma indestrutível. Vi o perfil efeminadíssimo de Filipe, o mais alto de todos. Vi Tiago Menor, o único da família de Jesus, seguindo alguns até seu irmão, visivelmente inspirado no mesmo modelo que serviu para a imagem de Cristo, dos doze o mais bonito, com os cabelos louros tão bem penteados. Vi o suavíssimo João, o único tão imóvel quanto Cristo, o único que não gesticula. Mas vi sobretudo o Senhor, sentado de costas para a maior das três janelas, com o espaço todo à direita e à esquerda, sem ser tocado por ninguém e sem tocar em ninguém, abertamente sozinho.



Para ler o artigo completo ver aqui



(se não aparecer nada, fazer F5)

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publicado às 10:03


Finalmente

por Nuno Saraiva, em 18.08.04
.. a solução para quem está farto de viver neste planeta.!!


Agora, vá aqui e candidate-se a participar com os aliens na conquista da Terra e ficar sem cadastro.. lol


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publicado às 09:33


Camélias

por Nuno Saraiva, em 17.08.04
Camélias são flores ideais

Adorno dos passos reais

Só dela se quis rodear, a morta de amores

Que viveu para amar



E foi com certeza por vê-las

Ardendo em rubor tão singelas

Que Deus justo e bom perdoou

No último alento a quem tanto as amou



Refrão:



Camélias, tão rubras, tão vermelhas

São chamas de cetim

Camélias, são bocas que em centelhas

Dão beijos de carmim

Formosas, triunfam do ciúme

De qualquer outra flor

Com as Rosas, embora sem perfume

Competem no fulgor

Vaidosa a Camélia gentil,

Na sua altivez senhoril

Reflecte a grandeza, o esplendor

Que Sintra coquete impõe ao seu redor



Camélias sanguíneas tão belas

Orgulho de nobres lapelas

São chagas de cristo a vibrar

Que só ficam bem no frontal de um altar.



Raúl Ferrão

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publicado às 16:24


Fico Triste....

por Nuno Saraiva, em 17.08.04
.. Quando vejo aqueles amigos com quem passamos tantas tardes na Praia Grande, a rir, a jogar à bola, voley, rugby,etc. a discutir quem tinha a melhor prancha, a defender o surf ou o Body..



.. A devorar seis e sete bolas de Berlim, cada um, do "lá vou eu" a 25$00 nos dias em que de repente começava a chover e lá ficavam sete ou oito gatos pingados que tinham que devorar o stock todo.



......Quando vejo um desses amigos de antigamente, feio, magro, roto, sujo.

No comboio a pedir... Já tem traços mais do que suficientes para na nossa percepção ser "um drogado"



-Então man estás bom? Há tanto tempo que não te via.. Olha tens aí um Euro?



Podia ser um amigo. Podia ser o "Manel", o Tiago ou o Zé.



Dei-lhe dois Euros.. Nem foi preciso disfarçar. Era para droga. Sorriu e agradeceu como a criança a quem se dá uma moeda para comprar um ovo de chocolate ou tirar uma bola da máquina



Dei-lhe a moeda. Mas fiquei muito triste.



Diz NÃO à DROGA

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publicado às 09:42


Eça e o vinho Colares

por Nuno Saraiva, em 12.08.04
Nesta notícia do Instituto Camões encontra-se um resumo das referências que Eça fez a vinhos e bebidas em geral.





O vinho de Colares parecia ser importante nos gostos de Eça. Aqui ficam as principais referências:



Os vinhos que mais aparecem nas páginas de Eça são o do Porto, o de Colares e o bom vinho verde. Todos os da sua época.



Teodoro, em O Mandarim, no Hotel Central, já rico, solitário e egoísta, tinha a mesa alastrada de Bordéus, Borgonha, champanhe, Reno e licores de todas as ordens religiosas, como para matar uma sede de trinta anos. Mas na verdade só se fartou de Colares...



A grande e abundante colheita de vinhos na obra queirosiana é a dos vinhos da sua época, do seu século, fossem portugueses, fossem franceses, espanhóis, alemães, italianos, húngaros e até chineses, etc. Dos vinhos portugueses, os que mais aparecem na obra queirosiana são o vinho do Porto (40 vezes citado, pelo menos), o de Colares (30 vezes), seguindo-se outros, como o vinho verde (mencionado em contexto da vida no Norte de Portugal, sobretudo em páginas de ficção, mas também em correspondência jornalística e pessoal), o vinho de Tormes, o vinho da Bairrada, de Torres Vedras, do Cartaxo, de Carcavelos, de Bucelas, de Setúbal (moscatel), de Palmela (Pedras Negras), da Madeira (referência genérica) e o malvasia.





Eça refere-se em Páginas de Jornalismo aos então chamados «vinhos de Lisboa», os produzidos em torno da capital - Colares, Bucelas, Carcavelos Oeste ou Estremadura. As grandes omissões são os vinhos do Dão e do Alentejo. Uma das explicações reside em que o consumo popular de vinhos na capital era sobretudo dos «vinhos de Lisboa», que chegavam, com pequena distância a vencer, em pipas, para venda a granel.





Na ficção queirosiana, o vinho fino engarrafado que se bebia era em boa parte francês, os maravilhosos borgonhas, referidos pelo menos 24 vezes - Chambertin, Romanée-Conti, Romanée-Impérial, chablis -, os insuperáveis bordéus - Barsac, Sauternes (Château-d'Yquem), Margaux, Mouton-Rothschild, St. Émilion, St. Julien, Château Lagrange, Château, Léoville, etc. O Tokay, húngaro, rei dos vinhos e vinho dos reis, aparece em Paris, em A Cidade e As Serras. E há também o vinho de Suresnes, que sucumbiu à urbanização da área, em grau mais completo do que está a ocorrer com Carcavelos e Colares, nos arredores de Lisboa.

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publicado às 09:15


Ramisco

por Nuno Saraiva, em 12.08.04
Querem passar um por do sol fantastico??


Percam o amor a 30 Euros e bebam com os amigos ou com a cara-metade, uma garrafita de ramisquinho...


Inspiração:


Podem correr Portugal

Do Algarve até ao Minho

Só em Colares afinal

Encontrarão o Ramisquinho


Este vinho encantador

Que se bebe e sabe bem

É a riqueza maior

Que a nossa região tem


Não há vinho com mais fama

Neste cantinho fecundo

Porque o ramisco é a chama

Da luz que brilha no mundo


Tem mais aroma e sabor

Graça frescura e leveza

Seja em que banquete for

É ele que alegra a mesa


Belo Ramisquinho

Já bem conhecido

És o melhor vinho

E o mais preferido

Não há com certeza

Um vinho igual

Com tanta pureza

E tão divinal


(José Fernandes Badajoz

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publicado às 08:54


A minha rua

por Nuno Saraiva, em 12.08.04
Andava eu à procura duma imagem duma garrafa de vinho Ramisco, quando na página Virtual Tourist Descubro esta foto da minha rua.. Curioso, curioso é que na foto aparece um carro, o do meu irmão. ;)

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publicado às 08:45


O meu Palácio

por Nuno Saraiva, em 09.08.04
Caros amigos.. descobri um palácio misterioso e escondido.. Já o comprei.. Aqui está a foto dele...




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publicado às 08:09


A minha janela

por Nuno Saraiva, em 06.08.04
Olhando a minha janela, rodando a minha cabeça...





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publicado às 13:27


Também tenho uma janela....

por Nuno Saraiva, em 05.08.04
A minha casinha tem

Uma vista confortável..

Dela tudo vejo bem

E respiro um ar saúdavel.


Vejo os campos verdejantes

Arvoredos e Searas

Que nos mostram fascinantes

Suas Belezas tão raras


Se a manhã é calma e bela

Depois de me levantar

Eu abro a minha janela

E, alongado o meu olhar


Vejo a Várzea e o Celão

E, por entre o arvoredo

Mais ao longe vejo então

Almoçageme e Penedo


Vejo Sintra, Vejo a Pena

Vejo a serra, linda cena

A rodear o Castelo

Vejo da minha casinha

A singela Capelinha

Do meu Mucifal tão belo


Eu vejo bem à vontade

Monserrate e Piedade

E também a Eugaria...

E entre vinhas e pomares

Vejo a vila de Colares

Minha linda freguesia..!


Canção BELA VISTA, de José Fernandes Badajoz

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publicado às 09:00



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