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Desgarrada do Epic

por Nuno Saraiva, em 31.08.04
Ia eu a saltar

do meu charco na fuga ao mocho

ouvi alguém a chamar

olhei, cai e fiquei coxo



Mas meninas amai o coxo

pois o coxo também se ama

vejam como é tão bonito

ver o coxo aos saltinhos para a cama.





Enviado por Epic



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publicado às 09:13


Colares e os seus padroeiros...

por Nuno Saraiva, em 30.08.04
Nossa Sra. Da Assunção é a padroeira da vila e da Paróquia. Com festa religiosa a 15 de Agosto (feriado exactamente para celebrar a Assunção de Nossa Senhora ao Céu).

No entanto nem sempre foi assim. Pelo que tem sido estudado, encontram-se referências mais antigas que falam da igreja principal de Colares como sendo a da Nossa Senhora da Misericórdia.

No próprio arquivo da igreja, basicamente em testamentos de pessoas com algum poder económico, é referida a igreja paroquial como igreja de Nossa Senhora da Misericórdia.

seendo enterrar o meo corpo em Santa Maria de Mjsericordia(1442, testamento de Afonso Gonçalves)

mando Emterrar o meu corpo dentro na jgreja de santa marja de mjsericordia da dicta villa onde estaa hua quanpaa com o meu nome (1502, testamento de João Cinfães)

Curiosamente as referências cristãs mais antigas encontradas acerca de Colares são precisamente sobre Nossa Senhora de Milides. Figura desconhecida da maioria da população e normalmente esquecida em Colares.

A ermida de Milides provavelmente nasceu sob no inicio do passado milénio assim que chegaram os Cristãos à zona. Crê-se que quando os Cristãos conquistaram a zona de Sintra não foram dali expulsos os mauritanos e durante toda a baixa idade média ali viveu essa comunidade: os mouros forros de Colares

Os Cristãos acabaram por se fixar no termo desta população e ali erigiram uma ermida. A origem deste templo, devotado a Nossa Senhora de Milides, prende-se com a lenda que atribui a sua fundação a um pequeno grupo de cavaleiros que, perante um numeroso exército sarraceno, vacilaram: apareceu-lhes então, a Virgem que os incitou ao combate dizendo-lhes: “Ide que mil ides”, inspirados pela Senhora, lançaram-se em dura peleja e derrotaram os infiéis. (Na versão oral que me contaram, eram vinte Cristãos contra 400 Sarracenos e os Cristãos rezavam para pedir a Salvação (espiritual)).

Este templo surge referido já em 1192, integrado na doação que D. Sancho I fez a Petro heremite de SintriaNão se sabe ao certo que era este “Pedro”, mas há quem defenda que era Pêro Pais, Alferes-Mor de D. Afonso I.

Existe ainda em Colares a capela de S. Sebastião, que actualmente serve como capela mortuária da vila pois fica perto do cemitério.

Esta capela foi mandada construir por D. Manuel, que era grande devoto de S. Sebastião, santo mártir. Pouco mais se sabe a não ser que era o Santo a quem se solicitava guarida contra as pestes.

Sabe-se também, que em Sintra cujo orago era S. Martinho, a Câmara organizava uma procissão anual em honra de S. Sebastião, o que me leva a induzir que algures no tempo, a nossa zona poderá ter sido afectada em grande escala por algum surto pestífero.

A mudança de devoção deverá ter ocorrido com a construção da nova igreja (quinhentista), com a fundação da Paroquia no Séc. XVII, sendo influenciada por Cascais (ambas as vilas dependiam dos Castro), ou ainda com a criação da Instituição Santa Casa da Misericórdia, esta sem fins exclusivamente religiosos, de modo a evitar equívocos. Há ainda uma hipótese de haver dupla devoção e uma se tenha sobreposto há outra.

Apesar de incerto o motivo o que é facto é que a igreja de Santa Maria da Misericórdia cedeu lugar à paroquial de Nossa Senhora da Assunção.

Em 1623 foi instituída a Misericórdia de Colares por iniciativa de alguns colarejos e pela família Mello e Castro. Dona Isabel de Branches mulher de D. Francisco Mello e Castro deixou como testamento ao marido a doação de vinte mil réis por ano para a Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia, construída perto do Pelourinho.







E hoje é assim Colares e os seus padroeiros.

Igreja Matriz no largo principal (igreja lindíssima com abóbada grande, oito capelas laterais e arco do triunfo) devota a Nossa Senhora da Assunção.





Capela à entrada de Colares, devota a São Sebastião. (a zona é conhecida como São Sebastião.)



Capela perto do Pelourinho devota a Nossa Senhora da Misericórdia.



Capela na quinta de Milides devota a Nossa Senhora de Milides.

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publicado às 07:57


KISS

por Nuno Saraiva, em 26.08.04
To Lucyta



Kiss de Toulouse-Lautrec

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publicado às 15:40


Descobri agora... (2)

por Nuno Saraiva, em 26.08.04
... Que Toulouse Lautrec não era apenas um escritor falhado, um anarquista boémio que cirandava por Paris e que praticamente vivia no Moulin Rouge.



Pintou também muita coisa..


Le Moulin Rouge



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publicado às 15:20


A desgarrada do PL

por Nuno Saraiva, em 24.08.04
Conheço uma menina que diz

Que pra dizer não tem nada

Mas com esforço lá diz ela

Estou aqui pra ser amada.



A menina é muito amada

Por um tipo de Colares

Quando ela é magoada

Lágrimas olham pomares

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publicado às 16:14


A desgarrada do Azenhas

por Nuno Saraiva, em 24.08.04
Fui as azenhas sentir a brisa

mas a brisa forte vento era,

despenteou-me a cabeça,

e arrancou-me a camisa



A beira mar me cheguei

sem camisa lá ia

veio uma onda valente

fiquei a bater o dente





Com honras de post, pois então.

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publicado às 16:07


Falar em verso, desgarradas e barracadas.

por Nuno Saraiva, em 23.08.04
Mau cantor sou eu.. Naquele dia ia no comboio sem nada para fazer. E pus-me a pensar como seriam as desgarradas fadistas de antigamente, que o meu avô tanto gostava. Pus-me a pensar no Sr. Abílio Coelho e no meu avô, ambos tinham a engraçada mania de falar em verso. Falam muito muito em verso.



O Sr. Abílio tinha uma clássica:

Então rapaziada?

Como é que estão desde a semana passada?




O meu avô também tinha duas clássicas:



Eu sou o Jacinto Carvalho

homem de muito travalho
(sic)



e



Eu sou o Jacinto

Se não houver do branco

Bebo do tinto




Estava eu com estes pensamentos, chego a Sintra e faço o seguinte exercício, se estivesse numa desgarrada ou numa disputa de quadras como aquelas em que via o meu avô participar no largo de Almoçageme, que é que me saía?

E assim de repente lembrei-me (lembrei, não criei)



Fui ao mar pescar laranja

É fruta que lá não há

Respondeu-me uma pescada

Tra-la-rá-la-rá-la-rá




Não sei onde fui buscar isto, foi o que saíu das memórias profundas.

E, à fadista, às 22 horas, fui andando e cantado. Estava totalmente distraído a cantar isto em voz alta, quando reparo no segurança da biblioteca a olhar para mim. Voltei à postura dita normal. Entrei no carro e arranquei envergonhado.



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publicado às 15:03


Descobri agora...

por Nuno Saraiva, em 23.08.04
...... que Max não era apenas um cantor popular e um espalha-brasas de palco. Também cantava o Fado.

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publicado às 15:01


Culto Mariano . . A defesa do Padre A. Vieira

por Nuno Saraiva, em 23.08.04
Ao remexer no que costumo chamar velharias, descobri um livro editado em 1954 pela livraria Sá da Costa com Obras escolhidas do Pde António Vieira.



Neste volume vem incluída uma missa de 1644, que é totalmente dedicada à defesa da razão de ser do culto Mariano.



O culto a Maria desde cedo tem vindo a ser criticado pelas correntes religiosas da “onda” evangelista.



O Padre A. Vieira fundamente o seu argumento na citação do evangelho: Maria optimam partem elegit



O maior problema que se apresentava à Igreja era a questão: Quem tem mais glória? Se Deus é glorioso acima de tudo porque invocar Maria?



Os excertos abaixo citados falam por si:





Pregado na Igreja de Nossa Senhora da Glória, em Lisboa, no ano de 1644



Bem se concordam, neste dia e neste lugar, o título da casa com o da festa e o da festa com o da casa: a casa da Nossa Senhora da Glória e a festa da glória da Senhora. O Evangelho que deve ser o fundamento de tudo o que se há-de dizer, também eu o quisera concordar nesta glória; mas o que dele e dela se tem dito atégora não concorda com o meu desejo, nem com o meu pensamento. O Evangelho diz que <<que escolheu Maria a maior parte: Maria optimam partem elegit: e os santos e teólogos que mais se alargaram, aplicando esta escolha e esta parte à glória da Senhora, só dizem que verdadeiramente foi a melhor, porque a glória a que a Senhora hoje subiu e está gozando no céu, é melhor e maior glória que a de todos os bem-aventurados.



Os bem-aventurados da Glória, ou são homens ou são anjos, e não só em cada uma destas comparações, senão em ambas, dizem que e maior a glória de Maria que a de todos os homens e todos os anjos, e não divididos, mas juntos.



Grande Glória! Grande, incomparável, imensa!



...mas nem o Evangelho assim entendido, nem a glória de Nossa Senhora assim declarada, nem a comparação dela assim deduzida, concordam com o meu pensamento. O Evangelho dizendo optimam parem parece-me que quer dizer muito mais. A Glória de Maria, sendo de Maria Mão de Deus, parece-me que é muito maior e a comparação com os outros bem aventurados somente, parece-me muito estreita e quase indigna.



Neste tão remontado sentido, pretendo provar e mostrar hoje que, comparada a glória de Maria com a glória do mesmo Deus e fazendo da glória de Deus e da glória de Maria duas partes, a melhor parte é a de Maria: Maria optimam partem elegit Até não me ouvirdes não me condeneis. E espero que não me haveis de condenar, se a mesma Senhora da Glória me assistir com a sua Graça. Avé Maria.



É certo que a Senhora foi escolhida por Deus para a glória e também é certo que a glória de Deus é infinitamente maior que a glória da Senhora e c que escolheu e escolheu a melhor parte, uma e outra cousa com grande mistério e energia. Diz que Maria foi a que escolheu, porque ainda a eleição foi da Senhora, a grandeza de sua glória é tão imensa que não parece que foi a glória escolhida para ela, senão que ela foi a que escolheu para si. E diz que Maria escolheu a melhor parte porque ainda que a glória de Deus é infinitamente maior que a sua, a melhor parte que pode escolher uma mãe é que a glória de seu filho seja a maior. Como Maria é mão de Deus, e Deus filho de Maria, mais se glória a Senhora que seu filho goze esta infinidade de glória, e de ela a gozar em seu filho, do que se gozara em si mesma.



Dizei-me: se houvera neste mundo uma dignidade, um honra, uma glória maior que todas, e que pusera na vossa eleição e na vossa escolha querê-la para vós ou para vossos filhos, para quem a havíeis de querer? - Não há dúvida que para vosso filho.



É verdade que a glória Deus é infinitamente maior que a e sua Mãe; mas como todo esse excesso de glória é de seu filho, e está em seu filho, ela a possui e goza em melhor parte, que se a gozara em si mesma.



Põe em questão Séneca e disputa subtilíssimamente do livro III do cinco que intitulou De Beneficiis se pode um filho vencer algum benefício a seu pai?



Quando os filhos vencem os pais e se ostentam maiores que eles <<felizes são os que vencem, e felizes são os vencidos; mas muito mais felizes os pais vencidos que os filhos vencedores, porque não pode haver maior gosto, nem maior glória para um pai, que ser-se vencido de seu filho, grande glória é do filho que vença o pai, ver que deu o ser a um tal filho que o vença a ele.



Quem pudera imaginar que Júlio César, vendedor de Cipião e de Pompeu - e de tantos outros capitães famosos, que junto a estes perdem o nome – triunfador da África, d Egipto, das Gálias e das Espanhas e da mesma Roma; aquele, enfim, de tão altivo coração que ninguém sofreu lhe fosse superior ou igual no mundo; quem pudera imaginar, digo, que havia de gostar e gloriar-se de ser vencido de outro? Mas como Augusto que o vencia era filho seu, o ser vencido dele era a sua maior vitória, este o maior triunfo dos seus triunfos, esta a maior glória das suas glórias: Et vinci gaudet ab illo.



Celebra Plutarco, tão insigne historiador como filósofo, o grande extremo com que Filipe, rei de Macedónia, amava o seu filho Alexandre, já digno do nome de Grande em seus primeiros anos, pela índole e generosidade real que em todos os seus pensamentos, ditos e acções resplandecia. E para prova deste extremado afecto, refere uma experiência que nos vassalos pudera ser tão arriscada como do rei mal recebida, se o amor de pai a filho a não interpretara de outra sorte. Foi o caso que os Macedónios, sem embargo da Fé que deviam a Filipe, publicamente chamavam a Alexandre o Rei e a Filipe o Capitão. Mas como castigaria Filipe este agravo?- Não há cíumes mais impacientes, mais precipitados e mais vingativos do que os que tocam no ceptro e ba coroa. Apenas tem havido púrpura antiga nem moderna, que por leves suspeitas neste género se não tingisse em sangue. E que sofra Filipe, aquele que tanto tinha dilatado o império de Macedónia, que seus próprios vassalos em sua vida, e em sua presença lhe tirem o nome de Rei e o dêem a Alexandre”



Muito fora que o sofresse, mas muito mais foi, que não só o sofria, senã que o estimav e se gloriava muito disso. Ouvi a Plutarco: Hinc filium non immerito Philippus dilexit, ut etiam gauderet cum Alexandrum Macedones regem, Philippum appellarent Ducem. Era Filipe pai e Alexandre filho, e tão fora estava o pai de sentir que lhe antepusessem o filho, que antes o tinha por lisonja e glória, e esse era o seu maior gosto: Ut etiam gauderet. Quando lhe tiravam a coroa para a dar a seu filho, então se tinha Filipe por mais coroado; quando já faziam a Alexandre herdeiro do reino, antes de lhe esperarem pela morte, então se tinha como imortal, quando o apelidavam com menor nome, então se tinha por maior. E quando lhe diziam que ele era só capitão, então aceitava esta gloriosa injúria, como os vivas e aplausos de mais ilustre vitória, porque a maior glória de um pai é ser vencido pelo seu filho. Et vinci gaudet ab illo.



Notai muito as palavras Quod magis est optbile, vincit, e aplicai-as ao nosso caso. O que mais se deve desejar é o melhor que se pode escolher, e como o que mais devem desejar os pais é que os filhos os vençam e os excedam, bem se conclui que, se entre a glória de Deus e de sua Mãe, fora a escolha da mesma Mãe, o que a Senhora havia de escolher para si é que seu filho a excedesse e vencesse na mesma Glória, como verdadeiramente excede e vence.



Vence Deus incomparavelmente sua Mãe na glória infinita que goza, mas com este mesmo excesso é o mais que Maria podia desejar e o melhor que devia escolher como mãe, por isso se diz com razão que Maria escolheu a melhor parte: Maria optimam partem elegit.




Para ver estas frases no contexto original, ver aqui.

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publicado às 14:53


Culto Mariano... em Colares

por Nuno Saraiva, em 20.08.04
Em Colares o culto por Maria sempre teve muita influência na vida das pessoas.

Nesta pequena vila existe devoção a quatro figuras distintas cada uma com sua capela:



N. Sra. da Assunção

N. Sra. da Misericórdia

N. Sra. de Milides

e S. Sebastião.



Vou tentar investigar a origem do culto a cada um dos santos na minha terrinha.



Até lá, fica este quadro que retrata um momento importante do ínicio do culto Mariano.



A morte da Virgem










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