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Culto Mariano - Loulé

por Nuno Saraiva, em 31.05.04
Quando se pensa que já se viu quase tudo, há sempre algo que nos surpreende.



Neste fim-de-semana vi no programa do Dr. José Hermano Saraiva uma festa que me espantou, e chamou a atenção para a existência em certos sítios e populações uma espírito de sacrifício colectivo, movido pela Fé, que é impressionante.



Como o próprio autor referiu, não se podem ignorar estes movimentos de massas, mesmo que não se concorde com o motivo pelo qual estes ocorrem. Seja por futebol, música, religião, culto, etc. Os movimentos de massas fazem sempre parte da história da nossa civilização.



Neste programa, dedicado à cidade de Loulé, e à importância que o culto Mariano* teve no seu crescimento como cidade, vimos uma procissão em que as pessoas que carregavam o andor estavam trajados a rigor e a procissão percorreu parte da cidade.

A igreja fica no alto de um monte, para lá chegar, a procissão tem que subir uma encosta muito íngreme, que deve ter para aí um quilómetro. Esta subida é feita com toda a procissão, pessoas e andores, a correr encosta acima.



As bermas das estradas estão cheias de pessoas que acenam a Maria com lenços brancos.



Não percebi como nasceu o culto, mas foi uma sensação impressionante vê-lo.









*Culto Mariano: Todo o o culto ou Oração feita em nome de Maria, mãe de Jesus.

Os seguidores desta visão consideram que Maria é intermediária entre Deus e os Homens, e que nos devemos dirigir a Maria e não directamente a Deus.

Se tiver oportunidade, vou tentar fazer um apanhado do culto Mariano em Portugal..



(Lá para 2008 acaba eheh ;) )

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publicado às 07:46


Os cinco sentidos

por Nuno Saraiva, em 28.05.04
Aqui fica este poema dedicado ao pinguim fofinho que tanto amo



Os cinco sentidos





São belas - bem o sei, essas estrelas

Mil cores - divinais têm essas flores;

Mas eu não tenho amor, olho para elas;

Em toda a natureza

Não vejo outra beleza

Senão a ti - a ti!



Divina - ai! sim, será a voz que afina

Saudosa - na ramagem densa, umbrosa.

Será; mas eu do rouxinol que trina

Não oiço a melodia,

Nem sinto outra harmonia

Senão a ti - a ti!



Respira - n'aura que entre as flores gira,

Celeste - incenso de perfume agreste.

Sei... não sinto: minha alma não aspira,

Não percebe, não toma

Senão o doce aroma

Que vem de ti - de ti!



Formosos - são os pomos saborosos,

É um mimo - de néctar o racimo:

E eu tenho fome e sede... sequiosos,

Famintos meus desejos

Estão... mas é de beijos,

E só de ti - de ti!



Macia - deve a relva luzidia

Do leito - se por certo em que me deito;

Mas quem, ao pé de ti, quem poderia

Sentir outras carícias,

Tocar noutras delícias

Senão em ti - em ti!



A ti! ai, a ti só os meus sentidos

Todos num confundidos,

Sentem, ouvem, respiram;

Em ti, por ti deliram.

Em ti a minha sorte,

A minha vida em ti;

E quando venha a morte,

Será morrer por ti.







Almeida Garrett, Folhas Caídas

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publicado às 08:24


Parabéns Porto

por Nuno Saraiva, em 27.05.04
Parabéns FCP. Campeão Europeu 2003/2004

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publicado às 08:02


Hoje acordei triste

por Nuno Saraiva, em 26.05.04
Pelo segundo dia consecutivo acordei triste.



Falta-me algo no espírito.

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publicado às 07:53


Kill Bill - Review

por Nuno Saraiva, em 24.05.04
Fui este fim-de-semana ver o Kill Bill 2, o que mais concretamente significa que fui acabar de ver o Kill Bill.



O Kill Bill, nem sei bem porquê, foi um dos filmes que mais gostei de ver no cinema. É um filme que se olha e está bem feito. É um filme com arte.

Para falar verdade gostei mais do primeiro, saí de lá mais bem disposto, talvez pela surpresa dos efeitos. Um factor muito importante é o facto da história não ser continua e os momentos passados não serem em flashback, mas como se fosse um file a que só estívessemos acesso naquele momento. Esta técnica de apresentar o argumento, faz com que o espectador tenha que usar o raciocínio. Não estamos ali monotonamente a seguir a história. Não há um final lógico e correcto.



Normalmente nos filmes toda a gente adivinha o que vai acontecer a seguir e no fim, no Kill Bill, isso é muito díficil.



Filme cheio de pormenores técnicos. Uma banda sonora muito original, baseada em filmes de Kung-fu (Nunca tinha escrito esta palavra, não sei se está bem). A inserção dos desenhos animados, do fundo azul, das imagens a preto e branco, de todos os pormenoreszinhos, está muito gira.

O genérico final do Kill Bill está brilhante. Parece o ínicio dum filme tipo Casablanca (Até a fonte dos nomes).



O final em si próprio está demais... Acho que era o que toda a gente esperava.. Um grande duelo de acção, cheio de espectacularidade, na praia à luz da lua cheia.. Quarantino, genial. Toda a gente esperava que a espada que Hanzo fez para Beatrix fosse decisiva no duelo final. Mas, não se compara uma Hanzo com outra Hanzo. Quarantino, mais uma vez, genial e coerente.



Os erros



Não sou propriamente o tipo de pessoa que esteja à espera de erros mas houve três situações que me ficaram na memória e penso que não só a mim.



· Quando Beatrix derrota o "Team 88" ficamos com a sensação que é imaginação a mais.. Lembra Rambo... Achei um exagero.. Será que foi propositado?? Apenas para nos apresentar uns efeitos?? (A música, a cor e a imagem mudaram nesta cena).

Não sei, mas tirou um bocadinho de consistência ao que vinhamos assistindo. Até ali, tudo parecia acessível. Depois...



· No segundo filme, a situação é identica, antes do momento mais cómico do filme, a ida de Beatrix ao bar, beber um copo de água, a maneira como saíu viva das mãos do irmão de Bill. Não sei se é possível, mas não fiquei convencido.



· Mas os anteriores não são erros técnicos. São erros de escolhas... Agora erro técnico, é na luta da Beatriz com a fulana sem olho. A Beatrix despeja-lhe na cara uma lata cheia daquela feijoada ou papa nojenta que o irmão do Bill comia, e na cena seguinte ela aparece limpinha, com os seus cabelos loiros, imaculados.



Mas isto foram apenas três pontinhos, num filme muito bom que me deu muito prazer ver.

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publicado às 07:49


Pensamento Positivo

por Nuno Saraiva, em 24.05.04
Decidi dar um nome mais positivo ao blogue.



Será definitivamente o Blogue do Gato das Botas. Essa mítica personagem.



A história do gato das botas tem como moral dois grandes pontos.



Quando os meios que temos nos parecem os piores e parece que estamos em desvantagem, há que olhar para a frente e pensar que com menos meios é possível fazer mais...



Depois há que acreditar no que temos. As botas foram caras, mas valeu a pena...





De coisas má está o mundo cheio pelo que não faz sentido pretender ser o pior blogue. Até porque haverá por aí blogs trash muito piores.

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publicado às 07:46


História do Gato das Botas

por Nuno Saraiva, em 24.05.04
Era uma vez um moleiro que tinha três filhos. Um dia, chamou-os para lhes dizer que ia repartir por eles todos os seus bens.



Ao mais velho deu o moinho, ao do meio deu o burro e ao mais novo deu o gato.

O filho mais novo ficou muito triste porque o pai não tinha sido justo para com ele.



Mas, surpresa das surpresas, o gato começou a falar!

- Dá-me um saco e um par de botas.

O rapaz ficou muito espantado e obedecendo ao pedido do gato no dia seguinte, lá foi comprar um saco e umas botas.

- Aqui estão meu amigo! disse ele.



O gato calçou as botas, pegou no saco e lá foi floresta fora. Como era muito esperto, não demorou muito a apanhar uma lebre bem gordinha, que a pôs dentro do saco.



Com o pesado saco às costas, o gato dirigiu-se ao castelo do rei e ofereceu-lhe a lebre, dizendo:

- Majestade, venho da parte do meu amo o marquês de Carabás, trago-lhe esta linda lebre de presente.



O rei ficou muito impressionado e contente com aquela atitude e disse:

- Diz ao teu amo que lhe agradeço muito!



Daí em diante o gato repetiu aquele gesto várias vezes, levando vários presentes ao rei e dizendo sempre que era uma oferta do seu amo.



Um dia, diz o gato a seu amo:

- Senhor, tomai banho neste rio que eu trato de tudo.



O gato esperou que a carruagem do rei passasse junto ao rio onde o seu amo tomava banho e pôs-se a gritar:

- Socorro! Socorro! O meu amo, o marquês de Carabás, está a afogar-se! Ajudem-no!



O rei mandou logo parar a carruagem e ajudou o marquês, dando-lhe belas roupas e convidando-o a passear com ele e com a filha, a princesa, na carruagem real.



O gato desata então a correr à frente da carruagem. Pela estrada fora, sempre que via alguém a trabalhar nos campos, pedia-lhes que dissessem que trabalhavam para o marquês de Carabás.



O rei estava cada vez mais impressionado!



O gato chega por fim ao castelo do gigante, onde todas as coisas eram grandes e magníficas.



O gato pede para ser recebido pelo gigante e pergunta-lhe:

- É verdade que consegues transformar-te num animal qualquer?

- É! disse o gigante.



Então o gato pede-lhe que se transforme num rato. E assim foi.



O gato que estava atento, deu um salto, agarrou o rato e comeu-o.



O rei, a princesa e o marquês de Carabás chegam ao castelo do gigante, onde são recebidos pelo gato:

- Sejam bem vindos à propriedade do meu amo! diz o gato.



O rei nem queria acreditar no que os seus olhos viam:

- Tanta riqueza! Tem que casar com a minha filha, senhor marquês - diz o rei.



E foi assim que, graças ao seu gato, o filho de um moleiro casou com a princesa mais bela do reino.

FIM



História original de Nicole Viroux-Lenaerts

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publicado às 07:16


Learning..

por Nuno Saraiva, em 22.05.04
Aprendendo a postar imagens..



http://ia.imdb.com/media/imdb/01/I/90/60/28m.jpg







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publicado às 14:49


Primeiro

por Nuno Saraiva, em 22.05.04
Boas tardes..



Não percebo muito de internet e muito menos de blogs e de blogosfera.



Gosto muito de ler e escrever e começo hoje um momento de aprendizagem no mundo dos blogues.



Hoje este é certamente o pior blogue do mundo. Amanhã, espero que venha a ser um bom blogue, ou um blogue amador mas aceitável, pois não conto dedicar muito tempo a isto.



Cá vou partir então para a aventura e para a realização do meu primeiro objectivo:



Deixar de ser o pior blogue.



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publicado às 14:16


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